domingo, 1 de novembro de 2015

GUARDANDO O SANTÍSSIMO

Visitei o orfanato com o mesmo entusiasmo de sempre. Brinquei com as crianças,contei histórias e dei uma passadinha na capela para orar,ainda que rápidamente.
No interior da pequena capelinha encontrei padre Miguel limpando pacientemente os apetrechos sagrados do Santuário do Altíssimo.

- Filha,alguém precisa manter as orações do Santíssimo hoje. Irmã Carmela está de cama muito gripada.Voce se disporia a meditar em oração por meia hora ?

Aflita e pega de surpresa,não consegui dizer que não ( embora estivesse louca para ir embora,tomar um banho e dormir cedo)
Na verdade eu dormira muito mal na noite anterior.

Gaguejei nem que sim nem que não e a minha indecisão foi minha sentença. Padre Miguel estendeu os braços e colocou na minha mão um pequeno livro de oração,para a prática das preces.Em seguida juntou objetos e paninhos de tirar pó,e se retirou da capela deixando-me a sós para o ato devocional,no mais absoluto silencio sagrado.

Meia hora de oração…eu caindo de sono,cansada pra caramba…
Fraquejei na determinação e na fé, ciente de que - quando estivesse sózinha e mergulhada no silencio - cairia em sono profundo nos braços profanos de Morfeu. Mas mesmo assim ajoelhei e  comecei a balbuciar, indecisa ,as preces devocionais.
Nem cinco minutos depois,já me senti incomodada com os joelhos doendo e sentei.Minha cabeça começou a pesar e bambear em cima do pescoço, e eu me entreguei a um cochilo rápido e delirante,com os olhos piscando o tempo todo.
De repente vi minha cama ao lado do Santuário, macia e aconchegante,com almofadas e tudo.
 Perguntei a Deus se era pecado rezar deitada,e antes que ele respondesse,me joguei afoita e cansada sobre a cama,sem me preocupar sequer em tentar entender o que acontecia.Claro que dormi.

Das duas uma : ou Deus exigia minha presença na capela,mesmo que deitada ( e por isso teletransportara minha cama até alí ) ou eu estava sendo tentada pelo demo.

Não sei quanto tempo dormi. Acordei assustada,com o corpo dobrado sobre o banco da igreja,com a boca toda babada e alguém chacoalhando meus ombros. Era irmã Dulce,que antes de dormir fora verificar se  as janelas e vitrais da capela estavam fechados e dar uma última checada nos genuflexórios.

Misericórdia…que vexame.Que mico ! Levantei-me toda torta e cambaleante como um zumbi,e pedindo desculpas para irmã Dulce.Saí da capela confusa e preocupada,questionando em silencio interno,se minha cama ainda estaria no quarto, quando eu chegasse em casa.
Antes de cruzar a porta da pequena capela para a rua,olhei sorrateiramente para trás e fiz uma varredura rápida com os olhos pelo interior do santuário,na esperança de encontrar minha cama amoitada em algum canto, e me convencer de que não estava louca. .

…………………………………………………………………PenhaBosell*i / maat 2015

REVELAÇÃO

Tenho pavor de tuneis,de qualquer tipo ou tamanho.Tuneis longos demais,que não me deixam ver uma luz,uma saída logo a frente me apavoram. Corredores compridos e fechados,sem janelas ( desses que tem em todo hospital ) me despertam sensação de sufoco e desmaio.Minhas pernas ficam moles quando sou obrigada a transitar por corredores hospitalares para visitar alguém da familia.

Aqui em São Paulo, o pavor que os motoristas tem por túneis em dia de chuva,vem reforçar esse meu pânico inexplicável. Nem os túneis mega modernos que atravessam as rochas da serra na descida para o litoral me trazem sensação de segurança.Quando vou para a praia com filhas e netos,em cada túnel desfio uma Ave Maria para o transito fluir e não parar.

De onde vem e por que existe esse medo,esse trauma dentro de mim ?
 Corredores,elevadores,tuneis,me trazem sensação de morte,desmaio,sufoco e pânico. Será que em outras vidas,fui obrigada a transitar por algum corredor antes de morrer ?


Apesar de todo trauma,consegui percorrer um corredor lilás que ( misteriosamente ) apareceu no meu quarto em um domingo a tarde.

Eu descansava do almoço deitada na minha cama,quando um enorme corredor espelhado,de cor lilás,suavemente iluminado,se formou no teto,começando bem acima do meu armário de livros de cabeceira. Era  muito bonito,translúcido e tomava toda a parte superior do quarto.Parecia uma esteira d'água ( um espelho ) tal era a sua transparencia.O azul lilás que emanava desse túnel,se esparramava por todos o móveis,mas de maneira mais acentuada,sobre a minha cama. Sem saber para onde seria levada,senti meu corpo físico levitar até o assoalho do corredor lilás e intuí que deveria caminhar em direção a uma porta que estava bem no final desse túnel celestial.
Não senti medo, pavor ou sensação de sufocamento. Minhas pernas movimentavam-se lentamente e meus passos eram tranquilos. Eu estava calma. Então percebi que na parede lateral (translúcida e transparente do corredor ) existiam janelas sutilmente iluminadas,quase imperceptíveis,que refletiam ( conforme eu ia passando por elas )  imagens de pessoas desconhecidas para mim : uma mulher negra,um rapaz de chapéu e óculos,uma senhora idosa com xale e terço nas mãos,uma jovem dançarina de cabaré,um soldado escrevendo uma carta em campo de batalha,uma camponesa medieval,um minerador preso na mina,uma criança chorando em um quarto escuro,e por último,uma mulher de mãos dadas com uma criança,caminhando em um túnel longo,fechado e sombrio, que conduzia para a câmara da morte silenciosa por asfixia.
Em princípio eu não estava entendendo nada,até que finalmente,quando cheguei no término do túnel,pude ver minha prória imagem refletida na parede translúcida. Então minha ficha caiu. Imediatamente compreendi que o túnel me levara a uma viagem no tempo,e havia me mostrado todos os personagens que eu já havia assumido e vivido em vidas passadas.
A propriedade transmutadora da cor lilás,fez desse túnel,um túnel curador. Quando fiz o caminho de volta,as figuras haviam desaparecido e toda a parede lateral refletia apenas a minha imagem. De repente despenquei em queda suave até minha cama e o túnel desapareceu. 

Depois dessa experiencia,mudei de atitude comigo mesma : passei a me compreender melhor,aceitar minhas limitações sem revolta,e ter paciência comigo mesma. Agora consigo encarar meus medos sem constrangimento,e vivo em permanente estado de gratidão,por tudo que me foi revelado,visto e compreendido, através dessa vivencia transcendental ocorrida dentro do quarto.
………………………………………………………….PenhaBoselli* / maat 2015


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

IPE ROSA

Na época em que os ipês florescem,São Paulo também fica lindo. Nos parques,nas avenidas e ruas,a gente pode ver lindos ipês floridos de maneira tão farta e tão coloridos ( brancos,amarelos,rosas ) que purificam nossos olhos.Colírio para a alma.
 
Em uma tarde quente de verão,estava com minha filha parada no transito,bem em frente um lindo ipê carregado de flores rosas. O semáforo fechou e eu mais que depressa procurei na bolsa minha máquina fotográfica. Misericórdia…tinha tanta coisa dentro da bolsa que não conseguia botar minhas mãos na camera.Procurei desesperadamente,e tudo que conseguia encontrar naquele imenso buraco negro,eram objetos que nada tinham em comum com fotografia : pentes,balas,lenços,caneta,documento,mouse quebrado,livro de oração…comecei a ficar aflita porque intui que o farol ia abrir. Ipes são efemeros,duram pouco. Na próxima semana quando voltasse a passar pelo mesmo lugar,suas flores delicadas já estaria no chão.
Realmente fiquei frustrada. O céu não compactuou para que eu conseguisse a foto da árvore. O semáforo abriu e minha filha teve que movimentar o carro. Fomos embora,o ipê ficou para trás e eu fui durante todo o trajeto, me lamuriando pela oportunidade perdida. Jurei aos céus que ia trocar de bolsa. Quiça uma menor com compartimentos mais organizados.
 
Mas... uma surpresa me aguardava. 

No dia seguinte ao acordar, deparei-me com o mesmo pé de ipê dentro do quarto,os galhos floridos e fartos, ao redor da cama. Lembrei-me de um sonho tido na madrugada anterior,onde anjos vinham do céu e transplantavam a árvore florida no chão do quarto.
Foi o sonho mais angelical e surpreendente que tive na vida. Que presente do céu !

.......................................................PenhaBosell*/Maat 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

VISITA INESPERADA

A bola de luz desceu pelo teto do quarto,girando como um redemoinho de fogo.Subitamente,parou na altura da minha cabeceira e ficou irradiando raios de luz amarela como uma estrela.Seu miolo permanecia branco e com uma luz tão forte,que quase me cegava quando olhava diretamente para ela.
O que era isso ?
A gente assusta quando se depara com um fenomeno desse no quarto. Ainda mais quando tudo acontece no mais absoluto silencio.É uma situação que nos alegra e aflige ao mesmo tempo.Primeiro porque nos sentimos privilegiados,depois,porque não temos o menor controle sobre a experiencia transcendental.
Optei ( por medo e prudência ) permanecer sentada e imóvel no canto do quarto, meia que hipnotizada e assustada.Será que a luz era inteligente e tinha vida própria ?Será que era de origem celestial ? Seu brilho era tão intenso, que tenho certeza que podia ser visto através da janela do meu quarto,por quem passasse lá embaixo na calçada do prédio.
É uma vivencia maravilhosa mas assustadora também.Contar para os outros então…nem pensar !
Do mesmo modo que foi intenso,foi rápido. A bola de luz começou a vibrar cada vez com mais intensidade,rodopiou sobre si mesma e recolheu seus raios amarelos. Só o miolo de luz branca e cristalina permanecia brilhando,suspenso no ar.De repente a luz como que implodiu, e o quarto foi tomado por um escuridão avassaladora.
Estranho…maravilhoso…enigmático. Nessa noite foi difícil pegar no sono.


Há mais mistérios entre o céu e a terra,do que supõe nossa vã filosofia.
               


                                                                                              PenhaBosell*i / MAAT 2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

BONECO DE NEVE

Nos tempos de criança,enfeitavamos nossa arvore de natal juntos ( eu e meus irmãos ) sob a supervisão da minha mãe. Os enfeites antigamente era de um vidro pintado bem fininho ; quebravam fácil e se estilhaçavam em caquinhos miúdos que cortavam perigosamente a mão da gente.
Nessa época,os cartões de natal vinham todos com motivo de neve,muita neve,muitos pinheirinhos e coisas de outros países do hemisfério norte,que nunca fizeram parte da minha vida,nem da cidade onde sempre morei no Brasil. A influencia de clima frio e neve no natal brasileiro era tão forte,que colocávamos nos ramos e galhos da arvore verde (  pinheirinho ) chumaços de algodão branco imitando neve. Isso nunca me incomodou,mesmo vivendo em uma região quente,de muito calor e nenhuma neve o ano inteiro.Criança tem imaginação e aceita tudo com alegria sem questionar.
Mas uma coisa eu tinha vontade de tocar,pegar e montar com as próprias mãos : um boneco de neve ( que também apareciam em todos os cartões de natal da época ).
Cresci com a imagem desse boneco na cabeça,sabendo que seria difícil ter um ( ou mesmo moldá-lo ) sem a matéria prima básica : neve. Durante toda minha infância,meu sonho de consumo natalino foi ganhar ou construir um boneco de neve de verdade.
 Hora…minha imaginação e força de vontade,aliada ao sonho cultivado na alma por tantos anos,produziram um milagre dentro do meu quarto,no último natal.
Adormeci ( na véspera do natal ) saudosa dos pais falecidos e das noites infantis dos meus natais.Dormi lembrando das uvas,castanhas e do peru assado sobre a mesa da sala.Das taças de cristal ( que só saiam da prateleira de jacarandá em ocasiões especiais ) e das garrafas de vinhos vazias sobre o aparador. No embalo saudoso desse passado feliz, podia ouvir até o sino da igreja que soava lá na minha cidade,na madrugada do natal ( durante a Missa do Galo )
Peguei no sono com o espirito entristecido e o coração apertado pelo passado que não volta mais. 


Acordei de madrugada,com luzes coloridas piscando pelo quarto, e um vulto branco ao lado da cama. Incrédula,constatei que era um boneco de neve. Neve de verdade,com nariz de cenoura e tudo. As luzes que piscavam vinham de uma árvore de natal plasmatica,sem corpo material,mas linda. Meu quarto tinha até estrela de Belém na parede,enorme e toda alaranjada.
Indecisa e maravilhada,estendi o braço e toquei o boneco com as mãos sentindo na pele,como a neve é fresca, gelada e macia.

Feliz como criança,sentei na cama e comecei a interagir com o boneco de neve.Apelidei-o carinhosamente, de Branquelo. Conversei com ele por alguns minutos.Trocamos idéias e eu lhe disse o quanto ele fez parte do meu mundo infantil no passado. Eu estava em êxtase pelo sonho realizado.
De repente fui tomada por um sono incontrolável.Deitei na cama, e antes de fechar os olhos,pude ver Branquelo bambear,entortar e por fim começar a se derreter inteiro. Meia inconsciente percebi que as luzes coloridas da árvore,piscavam cada vez mais fracas.
Sem compreender o que sucedia,adormeci. Eu estava feliz e realizada. A magia do Natal esteve no meu quarto e realizou um grande sonho da minha vida. O impossível,as vezes,acontece.

                                                        PenhaBosell*i / MAAT 2105

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

EU E AS LUAS

A lua sempre esteve presente na minha vida, mas de uma maneira comum,tipo: horóscopo,gravidez e parto,maré alta na praia,lua certa para cortar cabelo etc….
Esses dias eu andei muito cabisbaixa,porque além de não ter conseguido ver as luas vermelhas que passaram pelo céu nesses dois últimos anos,essa última lua de sangue ( que aconteceu agora em setembro de 2015 ) e o fenômeno eclipse,também foram inacessíveis para mim.Em Sampa fez tempo nublado,estava garoando e eu não consegui ( mais uma vez ) ver coisa nenhuma.
O que aconteceu a seguir foi extraordinário e incomum.
Acho que a lua ficou na minha cabeça de tal maneira,que acabei sonhando com ela. 

Eu estava no meu quarto,e de repente ele ficou todo iluminado,com varias luas descendo do céu.Elas bailavam nas paredes,na cama e ao redor de mim. Mas estavam protegidas por uma espécie de grade,como se cada uma delas estivesse dentro de um quadrado. Todas elas,representavam a mesma fase lunar,ou seja,lua crescente.
 Bom…o pouco que sei sobre esse satélite maravilhoso é que, além de ser responsável pelos beijos,promessas e abraços de todos os apaixonados do mundo,também administra nossa emoção e intuição.A lua crescente é muito auspiciosa para quem deseja iniciar novos projetos ou começar alguma coisa nova.
Tentei interpretar meu sonho…Considerando o numero de quadrados com lua,esparramados pelo quarto,será que eu ia dar inicio a varias coisas novas ? Será que cada quadrado representava um projeto novo ? Será que o sonho estava me cobrando uma conexão mais profunda com a lua,para trabalhar melhor minha intuição ?
 Não sei,mas essa foto representa com fidelidade o sonho que tive com as luas,porque a visão do sonho se materializou, e só desapareceu depois que peguei minha câmera e bati a foto.

                                                                  PenhaBosell*i
/ MAAT 2015




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

VAMOS A LA PLAYA

Sou a única privilegiada com um quarto que tem passagem direto para a praia. Nenhuma outra pessoa aqui em Sampa ou em qualquer lugar do mundo,tem um quarto acoplado a uma praia ( que está a quilometros de distancia ) com refrescante agua azul  e redes confortáveis penduradas ao lado da cama.Essa maravilhosa combinação espacial e temporal abre e fecha uma passagem misteriosa,que liga meu quarto ao litoral, conforme chegam os feriados de verão.
Enquanto outras pessoas passam horas no transito,descendo a serra para chegar á praia,eu simplesmente acordo,sento na cama e já coloco meus pés na areia branca,fina e fofa do Guarujá.
Saio da cama para a rede,e do quarto fechado para a brisa fresca que sopra da praia.
Acordo com o cheiro de maresia e uma linda paisagem marítima, no lugar das paredes atras da cama.
Sou poupada da estressante descida pela serra, sempre congestionada de carros nos feriados e finais de semana.
A primeira vez que esse fenômeno inexplicável aconteceu,fiquei meia desconfiada. Meu medo era ficar do lado de lá ( na praia ) sem poder voltar para o meu quarto de novo. Mas aos poucos,vi que não havia perigo. O portal que ligava um ambiente a outro, permanecia inalterado até a hora em que eu (voltando para o quarto) sentava na cama .Nesse exato momento a paisagem marítima diluía-se e a parede se materializava.
Acabei me acostumando. 

Quem sabe um dia, meu quarto abra uma passagem para outros lugares no mundo,que eu jamais teria condições de ir via turismo ? Mais ainda…Quem sabe uma passagem para Plêiades…Órion…ou algum lugar desconhecido do universo.Pensou?
                                                                                   
                                                                   PenhaBosell*i / Maat 2015



quarta-feira, 7 de outubro de 2015

QUARTO DE CRISTAL

De tanto mexer com cristais,e fazer cursos e mais cursos de cura com cristal,acabei despertando em mim propriedades relacionadas aos cristais que estavam bem guardadas na alma,adormecidas e esquecidas.
Ora…pois não era em Atlantida que sacerdotes e sacerdotisas mexiam com os cristais ?
Em Atlantida,as curas eram realizadas nos templos,através da manipulação dos cristais.Curadores utilizavam os cristais como fonte de energia para recalibrar o estado mental e emocional das pessoas (em desequilíbrio ).E também como condutor e fonte de energia.


Adquiri a mania de fotografar os cristais e suas cores prismáticas durante varias horas diferentes do dia,porque percebi que os efeitos em decorrência da luz, eram excepcionais e inovadores. Varias vezes me admirei com o colorido das fotos. Era um festival de prismas e cores que se multiplicavam pelo quarto todo,formando desenhos geométricos surpreendentes.
Algumas vezes tive a nítida impressão de estar junto com meu quarto,bem dentro dos cristais. Outras vezes sentia-me de tal maneira confortável manipulando-os,que parecia estar repetindo um procedimento já experienciado em outros ambientes,em outras vidas.Tudo me parecia bem familiar.
No fundo,no fundo,eu sabia como mexer com os cristais e que movimentos deveria fazer para que eles se multiplicassem em cores e tamanhos pelo quarto. Ninguém nunca me ensinou isso nos cursos que frequentei. Descobri sózinha. Foi um “click “ interior.
Minha familiaridade com os cristais vem de outros tempos.Tudo que estava encoberto pelo véu do esquecimento,se manifestou de maneira espantosa,testemunhando que ( em algum lugar secreto da minha alma ) Atlantida permanece viva em mim.

                                                                                          PenhaBosell*i / MAAT 2015


terça-feira, 29 de setembro de 2015

SÃO SEBASTIÃO

Sou adepta de São Sebastião.Sempre rezei para São Sebastião,sempre participei das quermesses em homenagem ao Santo. Cresci na cidade de Taquaritinga,dentro da Igreja Matriz construída para São Sebastião.Minha iniciação religiosa deu-se dentro desse templo ( catecismo,primeira comunhão etc…)
Não existe outro altar mais solidamente fixado na minha mente e no meu subconsciente,do que esse da Igreja Matriz de São Sebastião.
Outro dia eu orava no meu quarto,quando subitamente me veio á mente,a imagem do interior da Igreja Matriz. Sentada ao lado da minha cama, visualizei espiritualmente, a imagem do Santo e das belíssimas pinturas que retratam seu martírio nas paredes laterais das naves,no interior da Igreja. De repente as coisas se misturaram de tal maneira que fiquei confusa.
Eu sentia meu quarto mesclado com todos os ambientes no interior do santuário : bancos de oração,genuflexórios,altar etc…Minha cama estava rodeada pelas imagens dos Santos que margeiam o corredor central  Cheguei a enxergar com nitidez, o altar com São Sebastião e Cristo na Cruz. A sensação de estar no quarto e na Igreja ao mesmo tempo era tão forte,que podia sentir o silencio do santuário e o cheiro típico de incenso que prevalece em seu interior. 
A experiência me assustou de tal maneira que tratei de apressar a oração. Na minha cabeça pensei que - terminando rapidamente a  oração - as coisas voltariam ao normal e minha visão desapareceria. Final de contas,eu estava ao lado da minha cama no quarto,ou estava dentro da Igreja em Taquaritinga ? 
Essa vivencia de deslocamento espacial deixou-me temporariamente“fora do ar". 
São Sebastião que me perdoe,mas prefiro que as coisas continuem como estão. Eu aqui em Sampa no meu quarto,e o Santo lá em Taquaritinga no seu altar. Cada um no seu quadrado.

                                                  *PenhaBosell*i / MAAT set 2015

domingo, 27 de setembro de 2015

NO MIOLO DA MANDALA




Os gomos coloridos foram se formando aos poucos.Como fios que se desprendem do casulo do bicho da seda,fios de todas as cores apareciam no ar e se multiplicavam pelo quarto todo,assim do nada,sem uma fonte aparente que eu pudesse identificar.Aos poucos iam se juntando e formando desenhos e tramas,gomos e pétalas.
Surpresa,percebi que o movimento dos fios que se cruzavam e entrelaçavam, não era aleatório.Existia uma lógica por detrás. Um sistema que evidenciava a construção de uma mandala. 


O cenário era grandioso e sublime. Puxei a cadeira da escrivaninha para o canto do quarto,a fim de abrir mais espaço e não atrapalhar o espetáculo ilusionista que me era oferecido gratuitamente,por forças desconhecidas. 
Eu estava maravilhada. Nunca tinha visto isso antes e comecei a rezar para que nenhum dos meus filhos chegassem em casa nesse exato momento. Estariam interrompendo uma cena sagrada .
Absorta na minha contemplação,constatei que uma mandala enorme e belíssima havia se formado no ar, e permanecia flutuando como bolha de sabão.


Quanto tempo duraria esse fenômeno ? Minha cama,que agora estava tomada pelas múltiplas cores,permanecia bem no centro da mandala. Será que a noite,quando eu fosse dormir,a mandala ainda estaria aí ?

Para minha decepção e desgosto, a campainha tocou insistentemente inumeras vezes. Alguém queria entrar e a porta estava trancada.Alem de tocar a campainha,batia na porta toc,toc,toc.
 
Corri rápidamente até a sala,abri a porta e voltei the flash para o quarto.Mas a mandala havia desaparecido por completo. Meu movimento quebrou o encanto.Apenas alguns poucos fios ainda flutuavam soltos e vacilantes no ar.

Que dó.Que pena. Que judiação. Acho que nunca mais teria outra chance como essa.

Espero que de noite,ao me deitar,possa me lembrar com nitidez dessa linda mandala que se formou misteriosamente ao redor da minha cama.

                                                        PenhaBosell*i / MAAT set 2015

sábado, 26 de setembro de 2015

O BATISMO

Quando a água invadiu meu quarto, fiquei apavorada.Mas antes que esboçasse o mais leve movimento,uma voz sussurrou aos meus ouvidos :

- Não se mexa.Mantenha-se calma e entregue-se de corpo e alma á essa Água Cristalina e pura.Ela vai purificar em você,todos os pecados que tu cometestes ( contra outros e contra ti mesma ) nessa vida e em outras que tu já vivestes.Esse pavor que te paraliza agora,e principalmente de madrugada quando estás sós,nada mais é que lembranças dos últimos momentos de Atlantida naquela madrugada de pânico.Voce dormia profundamente quando ( sem nenhum tempo de fuga ) acordou com o continente submergindo sob as aguas.Teu quarto completamente inundado e então,a morte.

Depois disso a voz desapareceu e eu,inexplicavelmente,não conseguia me mexer. As aguas borbulhantes caíam sobre a cama e se esparramavam pelo quarto todo.A água era nítida em imagem e chegava a tocar meu corpo,trazendo-me sensação de estar completamente molhada. Mas eu permanecia seca,e o quarto intacto.
Quanto tempo duraria essa miragem líquida ? Pensei em levantar e sair correndo,mas minhas pernas não obedeciam.De qualquer maneira,como a experiência era irreal,fiquei quieta,tentando entender o que acontecia.

Lentamente fui tomando consciência de mim,do quarto,do meu corpo e vi que tudo estava bem.As aguas passavam por mim,pelos móveis,e aos poucos,fui entrando em um estado de relaxamento confortador.Sentia-me como que flutuando,plena e feliz. 
A sensação que tive, era de que muito peso (físico,mental,emocional ) estava sendo levado embora.Sentia-me como um lençol de seda branco: leve,macio e puro ( sem manchas )
Nesse exato momento,a mesma voz misteriosa soprou no meu ouvido,dizendo que eu tinha sido batizada com Aguas provenientes de Fontes de Cristais de Atlantida. E que a partir de agora,estaria livre de medos e traumas de morte pela água e de ficar a sós de madrugada. Também estaria completamente isenta de qualquer culpa ou erro cometidos no passado.
Fui tomada por uma sensação de alivio ,que confirmava o fim de um ciclo na minha vida : auto punição,equívocos e desacertos. As “Aguas Cristalinas de Atlantida “ trouxeram-me vida nova e regeneração. Operaram uma limpeza profunda em meus sete corpos. Fui Batizada sim ! Disso não tenho mais dúvida.

                                                          PenhaBosell*i 
                                                                                               MAAT  / set 2015
 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O APELO

Conversei mentalmente com os elementais da natureza e pedi ajuda. 
O calor insuportável da cidade,invadia meu quarto de maneira sufocante e avassaladora.

Sampa quase quarenta graus deixa a gente mole,caída,sem vontade de fazer nada.
Meu quarto no terceiro andar e rodeado de arvores verdes na frente das janelas,sempre foi fresco.Sempre teve sombra e brisa gostosa protegendo-o e garantindo uma temperatura agradável tanto de dia quanto de noite.

No limite do sufoco,apelei aos elementais da natureza.Queria frescor e umidade no interior do meu quarto.Queria uma temperatura agradável de jardim recém aguado,com aroma de terra molhada,e gotículas geladinhas de orvalho.

Preparei-me espiritualmente,fiz conexão mental com os xamãs da terra,sintonizei-me através de exercícios específicos com os elementais da terra,da água e do ar e comecei os apelos.

No primeiro momento,nada aconteceu,e por mais algumas horas nada mudou. Mas de manhã,ao acordar e abrir os olhos,tive uma surpresa extraordinária. Pensei ter adentrado o mundo sagrado dos duendes. Pensei ter sido teletransportada para algum jardim secreto,ou que algum jardim encantado,tivesse sido implantado dentro do meu quarto.
O quarto estava tomado por uma vegetação verde,perfumada,agradável e cheia de goticulas refrescantes, que brotavam de folhas,flores e galhos.Meu espanto era de alegria e gratidão. 

Sentei na cama e fiquei desfrutando agradecida e maravilhada, essa experiência mágica, de ter conseguido sintonia tão profunda com os elementais da natureza.
Eles me compreenderam,aceitaram meus apelos,e compartilharam comigo as maravilhas que podemos conseguir com a força da fé e imaginação.


Agora meu quarto é um jardim fresco e perfumado,e eu um ser privilegiado.
                                              PenhaBosell*i / MAAT 2015

                                                  
                                                  015

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O TEMPO E A COR

O tempo não pára e os ponteiros se multiplicam.A Lua se esconde, grande e vermelha,na sombra da terra.
Com mais ponteiros girando,o tempo se desdobra em múltiplas dimensões.Corre rápido demais,depressa demais,urgente demais. 
Os segundos do tempo,se mostram como preciosas oportunidades de refletir,decidir e agir.A hora é agora. 
No meu quarto,o tempo se manifesta em cores diversas e deslumbrantes. Eu não sabia que o tempo tinha cor. Conforme os ponteiros avançam,passando pelas nuances multicoloridas do relógio astral,sinto pela intuição da alma,que cada graduação de cor,corresponde a determinados momentos e portais do tempo.Mas não um tempo linear,como concebemos aqui na terra.É um tempo holográfico,multicolorido,cheio de conexões em uma ampla rede universal e cósmica.
Já não sei quantos ponteiros vejo no relógio,e quanto mais ponteiros aparecem,mais o tempo se amplifica e se expande.Meu quarto é o centro desse vórtice, dessa conexão energética (atemporal ? temporal ? extra temporal ?)
Fico olhando para esse misterioso relógio cromático que apareceu no quarto.Parece querer passar mensagens(avisos)sobre eventos que estão por acontecer e que trarão significativas mudanças para o planeta terra. Sinto intuitivamente, que o relógio intangível revela(de maneira surrealista e incompreensível para minhas limitações humanas)o tempo e as consequencias,da lua vermelha,do eclipse lunar,e da ação dos raios gamas sobre nós e nosso dna.
Pensei comigo que,um relógio que mostra o tempo através dos Sete Raios da Grande Fraternidade Branca,só pode estar relacionado a acontecimentos auspiciosos e benéficos para toda humanidade.É o relógio do Tempo Bom.Das Boas Novas.É o relógio da Esperança e do Porvir.
Finalmente o tempo da luz e das cores,desabrocha sobre a Terra.


Acho que é isso que o relógio astral quer me mostrar.
                         PenhaBosell*i /MAAT set 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ESPERANÇA EM PARIS

Escrevi o ultimo parágrafo,e assinei embaixo. A chama da vela vacilava o tempo todo,me cansando os olhos e tornando difícil a leitura do texto.Quem passasse na rua de Paris a essa hora,talvez visse ( pela janela de vidro transparente ) um vulto de homem debruçado sobre a escrivaninha,tentando escrever ou ler alguma coisa,em meio a fraca luz alaranjada que refletia da vela por todo o quarto.

O texto parecia bom. Um breve relato sobre as esperanças do povo francês para acabar com a fome, a miséria e a falta de liberdade em dias de guilhotina ,que se movimentava para cima e para baixo ininterruptamente em praça pública.

Tempos de caos. Ninguém sabia quem era quem. Cabeças rolavam aleatoriamente,já sem critérios,sem causa,sem motivo justo.Bastava estar vivo e ser francês.
Mas a esperança se mostrava presente o tempo todo. O povo miserável,e vários segmentos da sociedade francesa, ansiavam pela paz. O terror estava com os dias contados e finalmente as noites calmas voltariam a existir em Paris. O medo seria banido.A esperança assumiria seu posto vitoriosa.
Dei-me por satisfeito.Fechei o caderno de anotações,peguei minha lamparina de vela e fui para o quarto de dormir,logo ao lado. 


Foi como atravessar um portal. Eu estava cansado e confuso. O quarto estava diferente e a cama ( toda arrumada com capricho ) parecia de mulher. Os móveis não combinavam com o resto da casa. Todo o estilo e a arrumação do quarto branco,era muito diferente de tudo que já havia visto em Paris.Mas era meu quarto.E nesse quarto eu era mulher.

Fiquei confuso novamente mas não estranhei a sensação de dois tempos,dois corpos,dois quartos diferentes,em um mesmo lugar. Mesmo desconfiado,sentei na cama.Estava cansado demais e por isso deitei e me ajeitei para dormir.Pude ver a outra parte da casa ( construção antiga de Paris no século XVIII ) e avistei meu caderno de anotações sobre a escrivaninha. Alguém no dia seguinte, o encontraria,com certeza.
Relaxei rápido e soprei a vela para dormir.A cama me parecia familiar.Não tentei compreender o que estava contecendo. Apenas desejei que meu texto sobre a escrivaninha, fosse encontrado por alguém lúcido do momento histórico. O bom uso dos meus escritos poderia multiplicar entre os habitantes de Paris, a esperança pela liberdade,fraternidade e paz. A França do caos,da miséria e do medo,ficaria no passado. Novos tempos…


Adormeci consciente de que jamais saberia o destino do meu caderno de anotações,e muito menos quem era eu.
                                                            PenhaBosell*i
                                                                        MAAT /2015
  

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

QUEIMANDO AS IMPUREZAS

No meu quarto tem aparecido luzes estranhas,que se locomovem aleatoriamente pelas paredes.
São como que línguas de fogo ( de vários tamanhos e formas ) vermelho ,escarlate,laranjas.
Em princípio fiquei assustada com tantas labaredas se movimentando pelo quarto,principalmente porque não consegui identificar de onde vinham nem por onde entravam. Depois acabei me acostumando,de tal forma que quando não as vejo sinto frio.
Esse fogo cambaleante traz alegria e calor para o quarto,chegando a influenciar meu humor,provocando vontade de dançar,cantar e sorrir com mais liberdade. A energia escarlate aquece o quarto e expande seu calor para meu coração. É bom te-lo por perto. É bom sentir a movimentação da energia dentro do quarto e sentir meu coração aquecido.
Um presente do céu ? Será que eu estava demasiadamente triste e depressiva ?
Fato é que o fogo enigmatico mudou meu astral,queimando todo e qualquer sentimento de tristeza,angustia e depressão que carregava dentro de mim.
As labaredas permaneceram no meu quarto por três dias e depois se foram. Tudo que estava vibrando em baixa frequência ( dentro do meu quarto ) foi queimado e purificado.Quando chego da rua e entro no meu quarto,sinto uma energia viva,inteligente,amorosa,construtiva e revitalizante vibrando no ar. Que dádiva !

                                                                                                 *PenhaBoselli* /MAAT 2015

 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SHOW DE QUARTO

Eu tinha que escolher uma foto,para fazer jus ao nome do endereço que escolhi para o Blogger ( showdequarto.blogspot.com ). Dentre todas,escolhi essa que mostra bem o porque da palavra “show “. Quando as mandalas se materializam etericamente pelo quarto, e ficam dançando pra lá e pra cá,realmente é um show. Eu deito na cama e fico apreciando as imagens de cores,curvas,vibrações,reflexos e luz de todos os tons, que dançam pelas paredes como fantasmas multicoloridos. Formas belíssimas que surgem e desparecem misteriosamente.
Nesse embalo místico e hipnotizante,esqueço da vida,do tempo comum. Mergulho em um mundo onde tudo é possível, e só formas belas e harmônicas se manifestam,para aqueles cujos olhos estão prontos para ver.
              
                                                       *PenhaBoselli* / MAAT 2015


CÁPSULA DO TEMPO



Descobri no meu quarto,um ponto de conexão multidimensional,que me colocou fora de qualquer dimensão temporal e espacial. Foi casualmente. 
A boca do tunel que se revelou para mim era circular e preenchida com luz vermelha. No final do pequeno tunel,eu visualizava minha cama.Ao dar o primeiro passo em direção ao círculo,fui imediatamente transportada para cima da minha cama,como se os cinco metros de distancia entre eu e o móvel,não existissem. Deslumbrada com o ocorrido,lembrei-me instantaneamente dos buracos de minhoca,tão comentados atualmente pela astrofísica.
Ora…penso eu que os “buracos de minhoca “ podem ser de qualquer tamanho,não sendo necessariamente macros. A sensação que tive dentro do pequeno túnel vermelho,era de proteção,justamente por estar blindada do sofrimento inerente a quem vive na dimensão densa da matéria e do tempo : doença,medo,envelhecimento,degeneração etc…Senti como se estivesse numa cápsula do tempo que me isolava por segundos do mundo ao redor.
Depois que tudo acabou e o circulo se fechou,fui tomada por uma avalanche de ideias que brotavam na minha mente,como chuva farta que cai do céu. 
Minha ficha caiu…Eu não só permaneci ( por segundos ) dentro de uma cápsula do tempo,como também havia passado pelo túnel vermelho do Fogo Criador.
E Assim É.
                                                       *PenhaBoselli* / MAAT 2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

EMBAIXO DA PONTE

 
Sonhei que minha cama estava flutuando na água,e sendo conduzida pela minha mente,até o lago do Ibiraquera. Deitada na cama,mentalmente conectada ao astral,teletransportei minha cama e alguns móveis do meu quarto,para debaixo da ponte do lago,lá no Parque Ibiraquera.
Eu sempre senti compaixão de homens e mulheres de rua que moram embaixo de pontes e viadutos. Acho que no fundo da minha alma,sempre quis rsgatar essa experiência,já vivida em vidas passadas,só que em padrão melhor,mais sofisticado. A escolha dessa ponte não foi consciente. Foi um resgate da alma. Foi tanta penúria em outra vida,tanta ponte fedida e tosca ( tipo rio Tâmisa na época em que a cólera imperava em Londres ) que nessa encarnação meu espirito buscou uma ponte mais bonitinha,cheia de verde ao redor e patinhos nadando felizes.
Acordei feliz e molhada. 

Acho que fiz xixi na cama,enquanto dormia sonhando com tanta água.
Pode ? kkkkkkkkk
                                                 *PenhaBoselli* / MAAT 2015

PRISIONEIRA

Acordei enclausurada. 
Meu quarto estava normal,absolutamente nada fora do lugar. Ao meu redor tudo aparentava normalidade,e os sons que vinha da rua ( pela janela ) eram os mesmos de toda manhã. Mas havia um porém. Uma tela de corda atravessava todo o quarto de parede a parede,do teto até o chão. Uma luz cor laranja permanecia pendurada em um dos quadrados da rede enigmática. Receosa de levar um choque,aproximei-me vagarosamente da imensa rede de corda,tentando sentir a energia. Aos poucos fui percebendo que a rede não existia. Não na terceira dimensão da matéria,como conhecemos. Era uma rede virtual,holográfica,mas apesar de não densa,desprovida de matéria,não me deixava passar.Constatei que estava prisioneira no meu próprio quarto.
Não entrei em desespero,porque ao olhar para a luz laranja,intui que a rede duraria o tempo da luz. Sentei na cama com calma e comecei a respirar profundamente com os olhos mergulhados na luz. Não vi o tempo passar,nem sei como ou em que momento a rede desapareceu. Aos poucos ela foi se dissolvendo,enquanto a luz laranja também se apagava. Saí da meditação com a sensação de que o ar dentro do quarto era mais leve que o normal,e que minha alma,também havia se libertado de  alguma amarra antiga, onde estivera presa por eons de  tempo em vidas passadas.
                                                                                        *PenhaBoselli* / MAAT  2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

OITAVAS SUPERIORES DE LUZ


             
Dentre todos os cenários do meu quarto,que capturei com minha câmera,esse é o meu predileto.Em pleno dia,deparei-me com as oitavas superiores da Luz,iluminando todo o ambiente.
Sou uma dona de casa normal,atarefada e com afazeres comuns.Nesse exato momento, eu estava levando para o quarto uma pilha de roupas passadas,para guardar no armário. Fiquei tão surpresa e maravilhada com a imagem multicolorida dos raios de luz,que larguei a roupa no chão e peguei ansiosa e aflita,minha máquina fotográfica na escrivaninha. Meu medo era que as luzes desaparecessem antes que eu conseguisse uma boa foto.
Agradeço aos Mestres pelo presente.
                                                                                                     *PenhaBoselli* / MAAT 2015
          

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

QUARTO COR DE ROSA

Quem nunca sonhou em ter um quarto cor de rosa ? E quem nunca sonhou em ter um quarto adornado com flores ?
Meu sonho em ter um quarto cor de rosa realizou-se de maneira inusitada e surpreendente. Todo meu quarto foi magicamente transportado para um jardim. Um jardim incomum,repleto de azaleas cor de rosa e muitas naves de luz.
Fiquei tão extasiada, que quase esqueço de capturar com a máquina fotográfica,o cenário cor de rosa em que estava envolvida. Eis aí um lindo quarto cor de rosa,com flores de azaleas rosas e naves etéreas de luz pálidamente rosas.
AMEI !

                                                        *PenhaBoselli* / MAAT 2015

A LUZ QUE CURA


Gosto de fazer minhas orações sempre no mesmo horário. No pequeno Santuário do meu quarto,oro pela paz do mundo,e pela cura de doentes,moribundos e familiares. Apelo aos Mestres da grande Fraternidade Branca,que deixem fluir os benefícios e virtudes de cada raio,para situações específicas ou mais urgente ( para a humanidade e o planeta terra ) Mas também oro para mim,invocando a chama verde que cura,principalmente enquanto durmo ( para me libertar de medos,limitações e sentimentos de rejeição impregnados na alma ).
Eis que um dia,ao adentrar meu quarto,deparei-me com colunas etéricas de luz verde,fluindo do teto do quarto sobre o chão e a minha cama.Atendendo meu apelo,Mestre Hilarion cercou-me de luz verde.Antes de deitar para receber os benefícios da luz que cura,fotografei a cena para que todos acreditem em mim.
*PenhaBoselli* / MAAT 2015



ÁRVORE SECA

Depois de uma noite mal dormida,consegui lembrar-me de um sonho.
Eu perambulava desnorteada e sem rumo, por uma estrada poeirenta e tortuosa,que não levava a lugar nenhum.Meu unico  ponto de referencia, era uma mancha de cor marrom, disforme,que se movimentava com pouquissima flexibilidade, pela força do vento,bem lá no fim da estrada. Parecia ser uma árvore.Caminhei por muito tempo em direção a ela,e quando cheguei bem perto, vi que era mesmo uma árvore (desfolhada e seca ). Para meu espanto,identifiquei minha cama e alguns móveis do quarto,ao seu lado. Então...por que tive que caminhar tanto,para chegar até ela ?
Sentei-me na cama, cansada da caminhada  e muito sonolenta. Acho que peguei no sono. Devo ter dormido profundamente,e quando acordei,estava no meu quarto em Sampa. Então constatei que tudo tinha sido muito real. E a árvore,estava sim ao lado da cama,imperceptível e quase dissolvendo no ar.
Fotografei.
                   
          
                               *PenhaBoselli* / MAAT 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

PRIMAVERA

Surpreendentemente, a natureza trouxe a primavera para dentro do meu quarto.
Ao levantar de manhã e abrir a janela,fui envolvida pelas flores que vieram de algum lugar lá fora,de algum parque ou jardim.
Minha janela tornou-se um portal de alegria e cores,e meu quarto ficou encantadoramente primaveril.

*PenhaBoselli* / MAAT 2015